Muitas vezes me sinto constrangida.
Sinto-me envergonhada.
Porque sempre protegida
E sempre amparada.
Tua mão me acompanha.
A conduzir-me e a orientar-me.
A mostrar-me o quanto tu me amas
E eu, sinto que abuso de tanto amor.
De tanta compreensão.
E não consigo, e muitas vezes nem se quer tento,
Corresponder a esse amor desmedido.
Então em contrição visualizo a tua fidelidade
E sem palavras
E de tanta felicidade
Tento expressar aquilo que não há palavras.
E é só assim, sem conseguir dizer.
E que tu podes ver
Que apesar de negligente
Só Tu sabes o que sente
Esse falho coração
Que vendo a cruz sabe o quanto
Não é merecedor
Daquela dor do meu Senhor.
Autora; Silvia 12/5/2005 13h15
quarta-feira, 18 de abril de 2007
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