Que a tua cara resignada de tamanhas frustrações
E conquistas mal resolvidas,
E o teu reflexo amargo pela falta de sinestesia,
Juntamente com tua falta de cordialidade,
Com este ar de superioridade a disfarçar tua falta de nobreza,
Se retenha em ti mesmo.
Que teu mau humor que é exalado pelos poros
E exposto por esta cara sempre feia,
Só a ti mesmo prejudique.
Que teu olhar e os teus pensamentos sempre distantes,
Divagantes e abduzidos,
Não se ocupe em me perceber.
Que tua frieza que tudo em volta anestesia
E este excesso de amnésia relacional do dia-a-dia,
Somado a tua lucidez instantânea quando queres se dar bem,
Só em ti mesmo oscile.
Que a tua falta de paciência que grita ao mundo clemência,
Retine a ti que é injusta.
Queres por todos ser compreendido,
Mas não vês o tanto de ofendidos
Contaminados por tua arrogância.
Eu não sou o teu espelho,
Não compartilho e não devolvo as tuas ações,
Sei que isto te incomoda.
Não sorverei o teu veneno,
Não vou gangrenar o meu espírito.
Te vomitarei sempre que for necessário.
domingo, 23 de setembro de 2007
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